Desabrigadas após cheia de lagoa, famílias de comunidade em Fortaleza pedem ajuda.
Com as fortes chuvas destes primeiros meses de 2019, a Lagoa do Gengibre, no bairro Manoel Dias Branco, voltou a ficar cheia. Quando seco, o lugar é usado como campo de futebol e um dos únicos espaços de lazer da área, tendo também construções irregulares no entorno. A água acumulada invadiu casas e barracos no local e obrigou diversas famílias a saírem das residências. Mesmo após visita da Defesa Civil do Município e cadastramento dos afetados, não houve resposta efetiva ao problema.
“Era anunciado acontecer isso. A Prefeitura sabia”, define Manoel Garcia, conhecido também como Gereba, líder comunitário da Comunidade do Gengibre. Ele reitera a necessidade de que a situação seja resolvida de forma imediata e relata que ainda há pessoas vivendo nas casas do entorno da lagoa, apesar de a água chegar a cobrir a cintura de um adulto.
Além do desabrigamento, Manoel explica que muitos moradores ficam doentes com a água suja, principalmente crianças que tomam banho na lagoa por diversão, já que o local ainda é o único espaço de lazer da comunidade.
No primeiro dia em que precisaram sair de casa, nenhuma das sete pessoas da família de Deusimar Saraiva, 51, conseguiu dormir. Os dois adultos e as cinco crianças estão morando em um barraco improvisado com lonas, pedaços de madeira e papelão na calçada de uma rua próxima a lagoa há mais de uma semana. O catador de material reciclável afirma que não tem como pagar aluguel, por isso a decisão extrema de ficar na rua. Antes de deixar a residência, a família ainda passou dois meses com a água da lagoa batendo na porta. “Todos os invernos a lagoa enche, mas não precisava sair da casa”, lembra. Enquanto resolviam a situação, as crianças passaram uma semana sem frequentar a escola.
Como Deusimar, a também catadora Marilene dos Santos Pereira, 47, precisou sair da casa que tem na área. Há três meses não tem acesso aos pertences que não conseguiu retirar a tempo da residência. Os outros materiais, principalmente de trabalho, estão empilhados na beira da lagoa. A neta dela ficou doente após ter contato direto com a água, e Marilene contraiu infecções na pele dos pés.
Depois de não conseguir mais entrar na casa alagada, Antônio Ferreira de Oliveira, 58, teve de deixar o local e agora mora de favor na casa de outra pessoa da comunidade. Da casa em que morava, só é visível o telhado.
“Era anunciado acontecer isso. A Prefeitura sabia”, define Manoel Garcia, conhecido também como Gereba, líder comunitário da Comunidade do Gengibre. Ele reitera a necessidade de que a situação seja resolvida de forma imediata e relata que ainda há pessoas vivendo nas casas do entorno da lagoa, apesar de a água chegar a cobrir a cintura de um adulto.
Além do desabrigamento, Manoel explica que muitos moradores ficam doentes com a água suja, principalmente crianças que tomam banho na lagoa por diversão, já que o local ainda é o único espaço de lazer da comunidade.
No primeiro dia em que precisaram sair de casa, nenhuma das sete pessoas da família de Deusimar Saraiva, 51, conseguiu dormir. Os dois adultos e as cinco crianças estão morando em um barraco improvisado com lonas, pedaços de madeira e papelão na calçada de uma rua próxima a lagoa há mais de uma semana. O catador de material reciclável afirma que não tem como pagar aluguel, por isso a decisão extrema de ficar na rua. Antes de deixar a residência, a família ainda passou dois meses com a água da lagoa batendo na porta. “Todos os invernos a lagoa enche, mas não precisava sair da casa”, lembra. Enquanto resolviam a situação, as crianças passaram uma semana sem frequentar a escola.
Como Deusimar, a também catadora Marilene dos Santos Pereira, 47, precisou sair da casa que tem na área. Há três meses não tem acesso aos pertences que não conseguiu retirar a tempo da residência. Os outros materiais, principalmente de trabalho, estão empilhados na beira da lagoa. A neta dela ficou doente após ter contato direto com a água, e Marilene contraiu infecções na pele dos pés.
Depois de não conseguir mais entrar na casa alagada, Antônio Ferreira de Oliveira, 58, teve de deixar o local e agora mora de favor na casa de outra pessoa da comunidade. Da casa em que morava, só é visível o telhado.



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